Cinco Minutos Com…. Eduardo Cortez


Cinco Minutos com… sente-se com os líderes da Search Optics nos bastidores. Repleta de ideias, cativante e, muitas vezes, pessoal, estas conversas cara-a-cara aprofundam-se para entender o que motiva estes indivíduos, que sã apaixonados por moldar o futuro da tecnologia de marketing automotivo.

Eduardo Cortez foi nomeado Presidente da Search Optics na América Latina em setembro de 2015. Ele é responsável pelos negócios da empresa na região, incluindo parcerias, aquisições e clientes, supervisionando a operação de seu escritório em São Paulo. Cortez também lidera os escritórios da Search Optics na Cidade do México, Santiago e Buenos Aires, além de outras duas localidades no Brasil, em Porto Alegre e Belo Horizonte. Cortez ingressou na Search Optics no início de 2015 como General Manager do Brasil, encarregado de liderar a expansão sul-americana. Sob sua gestão, a Search Optics foi escolhida para ser o parceiro de marketing digital do maior grupo de concessionárias do Brasil, representando 20 marcas e mais de 100 lojas. Apenas três meses após seu lançamento, o programa já superou as expectativas. “Esta é uma grande evidência da qualidade de nossas plataformas e experiência. ”

Eduardo Cortez
Quais fatores contribuíram com o sucesso da Search Optics na América Latina?
Eu acredito que o fator número 1 foi o nosso foco em dispositivos móveis. A América Latina terá quase 60% de penetração de usuários de smartphone em 2019. Isso representa quase 250 milhões de celulares conectados à internet. A capacidade da Search Optics em analisar estes compradores e oferecer uma experiência “mobile-first” entrega melhores resultados a nossos clientes.

Por que os dispositivos móveis dominam tão fortemente os mercados da América Latina vs os Estados Unidos?
A maioria das pessoas nos EUA obteve acesso à internet através do uso de desktop em casa, mas isso não aconteceu da mesma forma em países como Chile, Brasil ou Colômbia, porque pais e mães não podiam comprar um computador. Quando os compradores desses mercados finalmente conseguiram ter acesso a essa tecnologia - que aconteceu apenas nos últimos 5/10 anos - eles foram direto para smartphones. Sabemos que, globalmente, o caminho de compra começa e permanece em smartphones até que seja hora de comprar e, em seguida, os consumidores costumam mudar para o desktop. No Brasil, como não existe o uso anterior do desktop, acreditamos que haverá muito menos resistência em finalizar transações em smartphones.

O que a Search Optics oferece nestes mercados que outros fornecedores não fazem – ou não conseguem?
As concessionárias daqui viram que os compradores de automóveis estavam mudando para um ambiente móvel e eles nos procuraram porque reconheceram que somos especialistas em soluções mobile. Nós focamos nos compradores de carros e os conduzimos a sites que são otimizados para celular. Isso é algo que a indústria no Brasil não tinha antes de chegarmos aqui. Existem centenas de pequenas agências locais que criam sites. O que nos distingue é que criamos sites usando nossa plataforma de CMS proprietária que permite fácil manutenção com atualizações de conteúdo e fornece uma solução acessível e escalável para padronizar vários sites seguindo as diretrizes de marca da fabricante nacional.

Quais foram seus argumentos para estabelecer uma empresa americana na América Latina?
Começamos no Brasil em uma escala muito pequena, com uma pequena concessionária como nosso primeiro cliente. Era o lugar ideal para testar nossas soluções. O que descobrimos é que o que funciona nos EUA não necessariamente funciona no Brasil. Muitas empresas entram em mercados estrangeiros tentando usar o mesmo modelo de negócios que usam nos EUA, mas a Search Optics não faz desta forma. Por exemplo, nos EUA é bastante fácil obter dados de estoque das concessionárias. Mas descobrimos rapidamente que esse tipo de informação não é tão fácil de obter em outro lugar. Os sistemas que os concessionários usam aqui na América Latina não possuem as fotos dos carros e as informações da internet não são atualizadas com frequência. Qualquer outro fornecedor de marketing digital poderia ver isso como uma limitação, mas a Search Optics tem investido neste mercado. Nós adquirimos uma empresa especializada na manutenção de um hub de informações de estoque aplicáveis ao mercado latino-americano, e a tecnologia também pode ser usada em muitos outros países.

Na Search Optics, analisamos as diferenças de ambiente cultural e empresarial e ajustamos nosso posicionamento para estar em sincronia. Minha equipe é local, mas uma das vantagens de fazer parte de uma organização global é que temos recursos globais e os utilizamos diariamente por meio de interações com colegas nos Estados Unidos e muito frequentemente com colegas na Europa e na Austrália. Isso é uma grande vantagem para nós aqui.

Em quais mercados/países você está vendo mais oportunidades de crescimento?
Nosso maior crescimento atualmente é no Brasil, por causa da vantagem que temos aqui. Mas temos um programa em execução com uma das maiores montadoras da Argentina e, além disso, estamos lançando vários programas importantes no Chile e no México.

Como você garante que a sua equipe cumpra a promessa de “tecnologia de marketing líder no segmento suportada por pessoas reais”?
Há uma série de coisas que minha equipe faz para entregar a promessa da Search Optics e eu não sou - de longe - a única pessoa responsável por isso. É o trabalho de muitos talentos individuais com boa formação trabalhando em um ambiente colaborativo. E essa filosofia colaborativa estende-se a nossas parcerias com clientes. Prometemos aos nossos clientes que terão acesso à tecnologia líder. A declaração básica desta promessa é que não "configuramos e esquecemos". Há duas fases para cada projeto que assumimos para um cliente. A primeira fase é feita com bastante trabalho em estreita colaboração com o cliente, como avaliação de necessidades e definição de ferramentas da plataforma. Quando o site é lançado, somos proativos com insights e suporte contínuo. O sucesso de nossos clientes é nosso sucesso.

Você é formado em Engenharia Elétrica, além de possuir um MBA. Como a sua educação preparou você para os desafios da sua atual função?
Meu papel é resolver problemas. As questões que resolvo são do meu cliente, e podem ser tão simples como "eu preciso vender mais carros", ou mais complexas como "eu preciso entender todo o processo de compras do meu produto". Minha educação de engenharia me ensinou a pensar logicamente, aprender rapidamente e visualizar problemas a partir de uma perspectiva de 32.000 pés. O pensamento lógico é fundamental em um negócio onde tudo pode ser medido. Temos de ser capazes de rastrear cada dólar gasto para um resultado específico. Organizo os caminhos e as soluções que ajudam meus membros da equipe a criar e executar as melhores soluções para nossos clientes. O MBA desenvolveu minhas competências na negociação e pensamento crítico e eu ganhei experiência com gestão financeira, questões jurídicas e gestão de pessoas. Eu acho que essa combinação me permite abordar o negócio de todos os lados.

Além da sua formação de engenharia e negócios, você já trabalhou na aviação e sabe como pilotar um avião. Quando você tirou sua licença de piloto?
Meu primeiro trabalho foi como engenheiro aeronáutico responsável por instalações eletrônicas personalizadas em jatos corporativos. Este foi em um centro de manutenção da Cessna. Então, fui convidado para ser o Gerente de Contrato responsável pela manutenção da Força Aérea Brasileira - a aeronave presidencial - em um Airbus MRO. Em seguida, ajudei a Garmin na integração com os jatos executivos da Embraer Phenom 100 e 300. Eu interagi com pilotos, aconselhando-os sobre a tecnologia e produtos que impactariam a sua experiência de usuário. Os pilotos me desafiaram “como você sabe que essa tecnologia vai melhorar meu desempenho? Você sabe pilotar um avião?". Se eu quisesse demonstrar e defender a posição da minha empresa, sua tecnologia e seus produtos, eu tinha que entender também a perspectiva do piloto. Então eu tirei minha licença de piloto.

Houve um momento decisivo em sua vida que o preparou para a maneira com que você lida com sua carreira?
Eu sempre fui apaixonado por trazer resultados excepcionais para tudo o que faço em meu trabalho. Até o ano passado, esta foi a minha principal motivação. Então meu filho nasceu. Ser um pai colocou um foco diferente em como eu me aproximo do trabalho. Ele é a razão de eu fazer o que eu faço e o motivo que me faz mais apaixonado do que nunca por este negócio. E não importa o quão ruim um dia pode ser, quando eu volto para casa e vejo o sorriso sem dentes do meu pequeno, faz tudo valer a pena.


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