[Especial Fenabrave 2016] Mercado financeiro aposta na recuperação do setor automotivo e na digitalização do segmento

Diretor geral do Itaú Unibanco aponta projeções para 2017 e defende a necessidade de migração do setor para o mobile

Digitalizar, migrar, operar em múltiplas plataformas. Comunicar de maneira assertiva, desde que essa comunicação consiga atender a diversas linguagens de gerações cada vez mais conectadas e mobiles. Esse parece ser o maior desafio para os concessionários que precisam se transformar. E diante de tantas mudanças necessárias também tem o jogo de cintura para lidar com a crise. Crise? As projeções parecem melhorar em 2017, assim como a retomada do setor automotivo.

Em pouco mais de uma hora de palestra, o 26º Congresso e Expo Fenabrave recebeu diversos profissionais do segmento automotivo para tratar de projeções econômicas para o setor. Enquanto alguns preferem manter cautela, outros já inspiram a maioria dos concessionários para um momento que exige transformação – da forma de apresentar carros e estoques ao atendimento ao cliente.

Para o diretor geral do Itaú Unibanco, Marco Bonomi, que palestrou sobre “Os olhos do mercado financeiro no segmento automotivo” a imersão das empresas na era digital é necessária para que essas se mantenham ativas no mercado, pois só mergulhando no mundo digital será possível mapear o comportamento dos clientes, que mudam de acordo com os avanços do mercado. “O mercado automotivo vai voltar a crescer em 2017. As previsões de melhora são pequenas, porém, significativas. Há previsão de crescimento da economia entre 1,3 e 1,4% e de aumento na inflação em 5%. No entanto, para que o setor aproveite esse crescimento sua digitalização deve acontecer nos processo de compra e venda de veículos”, explica.

A digitalização dos processos de compra e venda de automóveis é essencial para a satisfação do cliente, que mudou seu comportamento nos últimos anos, acompanhando todos os avanços tecnológicos. “Os jovens de hoje não se interessam em adquirir um carro como os de gerações passadas. Esse fenômeno é decorrente do surgimento serviços que substituem a posse de automóveis, como o aplicativo Ubber. Por isso, é preciso atrair esse público entendendo o comportamento dessa geração”, avalia.

Hoje, 10% das compras de carros feitas no Brasil são concluídas online, efeito que já tomou conta do mercado automotivo dos Estados Unidos. Com serviços que ainda não estão incorporados ao mercado brasileiro, os EUA já possuem um ecossistema em construção de serviços que oferece a experiência completa de compra de forma online. Para estar à altura de concorrentes desse tipo, Bonomi afirma que a jornada digital atual é uma questão de sobrevivência para as concessionárias.

Serviços voltados à plataforma mobile devem estar no topo da lista do concessionário. “Os brasileiros acessam seus smartphones em média 86 vezes ao dia. Hoje, 71% das transações do Itaú Unibanco são feitas pela internet, o que ressalta que no futuro as operações estarão cada vez mais integradas”, afirma Bonomi.

Abaixo, confira a visão do diretor de um dos maiores bancos privados do país sobre os três aspectos de como obter sucesso em qualquer serviço oferecido de forma digital:

Originação:
É a possibilidade de fechar negócio de maneira rápida e eficiente no próprio smartphone do cliente. É preciso criar oportunidades de compra e até mesmo ofertas customizadas para cada cliente, o que pode ser feito através de monitoramento via internet e soluções de marketing digital.

Atendimento:
A lógica de atendimento deve mudar de acordo com as necessidades do cliente. Hoje já existem empresas com atendimento estendido, inclusive agências bancárias. Oferecer flexibilidade neste ponto é uma melhoria que deve ser realizada, inclusive a demanda para ter pessoas mais capacitadas para proporcionar um atendimento diferenciado ao cliente, aumentando eficiência e agilidade;

Pagamento:
O pagamento deve ser rápido e sem interferências externas, para que o cliente consiga soluções em uma única plataforma que interliga diversos serviços. Hoje, 25% do lucro mundial tem origem digital e a tendência é que esse número só aumente.

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